Em 1985, Steve Jobs foi demitido da Apple. Da empresa que ele fundou na garagem dos pais aos 21 anos. O conselho e o CEO que ele mesmo contratou, John Sculley, tiraram ele do poder depois de uma briga interna por causa do fracasso comercial do Macintosh.
Jobs não só perdeu o cargo: foi humilhado publicamente. Saiu com 37 anos achando que tinha acabado. Mas foi o “fracasso” que criou a lenda. Nos 12 anos fora, Jobs fundou a NeXT, uma empresa decomputadores caros que flopou em vendas, mas criou o sistema operacional que seria a base do futuro macOS.

Comprou a divisão de gráficos da Lucasfilm por 10 milhões e transformou na Pixar. Lançou Toy Story em 1995, primeiro longa 100% em CGI da história, e fez IPO bilionário. Enquanto isso, a Apple desabou. Em 1996, estava a 90 dias da falência. Desesperada, comprou a NeXT por 429 milhões só pra ter Jobs de volta.
Em 1997 ele assumiu como CEO interino. Cortou 70% dos produtos, fechou acordo com a Microsoft, lançou o iMac, depois iPod, iPhone, iPad.
Quando foi demitido, a Apple valia 2 bilhões. Quando morreu em 2011, valia 350 bilhões. Hoje vale mais de 3 trilhões.
Jobs resumiu: “Ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido comigo. O peso de ser bem-sucedido foi substituído pela leveza de ser um iniciante de novo.”
Às vezes você precisa perder tudo que construiu pra ter clareza pra construir algo maior.
