Ante de ser executado por corrupção em 2000, Cheng Kejie ocupava o topo da pirâmide política na China, servindo como vice-presidente do Comitê Permanente da Assembleia Popular Nacional. Sua queda foi meteórica: naquele ano, as autoridades revelaram que ele aceitou mais de 40 milhões de yuans em propinas enquanto governava a região de Guangxi.

O caso marcou a história moderna por ser a sentença de morte mais alta aplicada a um oficial do Partido Comunista Chinês até então. O governo utilizou sua execução por fuzilamento como um exemplo drástico de “tolerância zero”, tentando demonstrar que nem mesmo o prestígio político garantia imunidade contra crimes financeiros graves contra o Estado.
