Embora sejam gigantes de aço, os navios conseguem flutuar graças a um princípio físico simples: tudo depende do equilíbrio entre peso e deslocamento de água. Ao entrar no mar, a embarcação empurra uma grande quantidade de água para fora do caminho. Esse deslocamento gera uma força para cima que sustenta o navio.
O segredo está na densidade. Apesar de o aço ser pesado, o navio não é um bloco maciço de metal. Seu interior é majoritariamente composto por espaços cheios de ar. Isso faz com que, no conjunto, a embarcação tenha uma densidade média menor que a da água, permitindo que ela permaneça na superfície.

Outro fator decisivo é o formato do casco. A estrutura é projetada para maximizar o volume de água deslocado, garantindo sustentação e estabilidade. Além disso, divisões internas ajudam a manter o equilíbrio e aumentam a segurança em caso de danos.
Um navio só afunda quando esse balanço é rompido, como na entrada excessiva de água ou em falhas estruturais. Quando o peso total supera a força de sustentação, a flutuação deixa de ser possível.
