Dona Vanda, foi uma mãe que enfrentou o luto após perder o filho, durante a pandemia de Covid-19. Entre as lembranças que guardava dele, havia algo invisível, mas profundamente marcante: um aroma.
Dona Vanda costumava usar o perfume Annete, uma fragrância lançada na década de 1980. Sempre que a visitava, Alexandre dizia que aquele era o “cheiro de mãe”. Com o tempo, o perfume deixou de ser apenas um cosmético e passou a representar um vínculo emocional.
Anos depois de sair de linha, restava apenas um último frasco. Foi segurando essa pequena relíquia que Dona Vanda foi encontrada por sua família, em um momento de profunda emoção. Sensibilizada com a cena, sua irmã decidiu compartilhar o relato nas redes sociais, na esperança de conseguir uma nova unidade da fragrância.

O pedido chegou até O Boticário. Tocada pela história, a empresa decidiu tomar uma atitude extraordinária. O próprio fundador, Miguel Krigsner, providenciou a recriação do perfume, mesmo já descontinuado. Mais do que produzir novas unidades, a marca transformou o gesto em algo pessoal: enviou o perfume personalizado, acompanhado de uma carta escrita à mão.
Sobre o perfume, Annete nasceu nos anos 80, criado em homenagem à primeira filha do fundador. Com notas florais brancas, como jasmim, tuberosa e lírio, tornou-se um clássico para muitas gerações. Embora hoje exista o Anni, considerado uma releitura moderna, foi o Annete que marcou essa história, não como produto, mas como memória afetiva.
