Muitas vezes ouvimos que galinhas “não voam”. No entanto, a ciência e a história mostram que essa afirmação é menos uma regra biológica e mais uma limitação de fôlego. O recorde histórico de voo de uma galinha, uma marca impressionante de 91,8 metros percorrida em 13 segundos, serve para nos lembrar que a estrutura física dita o ritmo, mas não anula a capacidade.
Ao contrário das aves migratórias, que possuem músculos vermelhos ricos em oxigênio para voos de longa distância, a galinha é equipada com músculos de explosão (a carne branca do peito).

Sua anatomia não foi desenhada para cruzar oceanos, mas sim para o que chamamos de “voo de fuga”.
É uma potência imediata e intensa: Elas conseguem atingir alturas consideráveis para escapar de predadores ou alcançar galhos de árvores em segundos.
Ao longo dos séculos, a domesticação e a seleção das raças (focadas em maior peso e tamanho) tornaram a relação entre a força das asas e a massa corporal um desafio constante.
