A Letônia é reconhecida como o país com o maior desequilíbrio de gênero da União Europeia, apresentando consistentemente mais mulheres do que homens em sua população. Segundo dados do Eurostat, essa diferença chega a cerca de 14% a 15% a mais de mulheres, percentual que supera mais que o triplo da média europeia.
O contraste se torna ainda mais evidente entre os idosos, já que, acima dos 65 anos, o número de mulheres pode chegar ao dobro do número de homens, resultado direto de uma expectativa de vida masculina significativamente menor.

Essa diferença é alimentada por fatores de saúde bem documentados: os homens letões fumam três vezes mais que as mulheres e apresentam taxas um pouco superiores de excesso de peso e obesidade, combinação que contribui para uma mortalidade mais elevada e acentua o desequilíbrio populacional.
Nesse cenário, serviços curiosos como os chamados “maridos por uma hora” ganharam espaço, oferecendo ajuda em tarefas domésticas e pequenos reparos, uma solução prática que se popularizou em meio à escassez masculina e às necessidades cotidianas da população.
