Médicos do Seoul St. Mary’s Hospital, na Coreia do Sul, realizaram um marco da medicina regenerativa ao implantar, pela primeira vez, uma traqueia impressa em 3D em uma paciente de cerca de 50 anos que havia perdido parte do órgão após o tratamento de câncer. O implante foi desenvolvido a partir de policaprolactona — um material biodegradável usado como suporte — misturada a células vivas de cartilagem e células-tronco adultas obtidas de tecidos descartados em outras cirurgias.

A peça foi moldada exatamente no formato da traqueia removida, criando uma estrutura personalizada capaz de se integrar ao organismo. A cirurgia durou aproximadamente 12 horas e contou com equipes de otorrino, cirurgia torácica e medicina regenerativa.
Nos meses seguintes, os médicos observaram evolução positiva: formação inicial de vasos sanguíneos, boa adaptação do implante e respiração estável. O caso também chamou atenção pela ausência de imunossupressores, algo incomum em transplantes.
Apesar de ainda experimental, o resultado sugere um caminho promissor para reconstruções de vias aéreas com biotecnologia, especialmente para pacientes que sofrem danos graves na traqueia e têm poucas opções de tratamento.
