Pesquisas recentes reacenderam o interesse em uma substância presente em ervas conhecidas do nosso dia a dia, como o alecrim e a sálvia. Trata-se do ácido carnósico, um composto natural com forte ação antioxidante e anti-inflamatória. Em 2025, cientistas da Scripps Research desenvolveram uma versão modificada dessa molécula, criada especificamente para ser mais estável e capaz de agir de forma eficaz no cérebro.

Quando essa forma aprimorada foi testada em camundongos com características semelhantes às da Doença de Alzheimer, os resultados chamaram atenção: houve redução de inflamação, diminuição de sinais típicos da doença e melhora em testes de memória. Em alguns casos, os animais recuperaram habilidades cognitivas que haviam perdido, o que indica um potencial real de reversão dos danos pelo menos em laboratório.
