O mais recente levantamento internacional da OCDE mostra que o Brasil segue entre os países com maior proporção de jovens de 18 a 24 anos que não estudam nem trabalham, um grupo cuja presença já preocupa pela associação com desigualdades e riscos à saúde mental. Os dados apontam que essa parcela continua alta em comparação à média das nações avaliadas, revelando um desafio persistente na transição da juventude para a vida profissional e acadêmica.
O relatório também chama atenção para o fato de que apenas alguns países, incluindo o Brasil, ainda utilizam exclusivamente provas padronizadas como porta de entrada no ensino superior público, enquanto a maior parte das nações combina avaliações mais amplas que incluem desempenho escolar e competências socioemocionais.

Entre as recomendações da OCDE para reduzir o número de jovens desconectados da escola e do trabalho, aparecem a expansão de formações técnicas, o fortalecimento de parcerias entre instituições de ensino e empresas e a revisão dos modelos de acesso ao ensino superior.
O documento ainda menciona Portugal como exemplo de país que, ao diversificar seus percursos formativos, aumentou a conclusão do ensino médio e ampliou as oportunidades de inserção profissional para seus jovens.
