O consumo diário de refrigerantes, sejam eles adoçados com açúcar ou com adoçantes artificiais, vem sendo associado a um risco maior de desenvolver doença gordurosa no fígado ao longo dos anos. Pesquisas apresentadas na UEG Week 2025, que acompanharam mais de 120 mil pessoas por cerca de uma década, observaram que até mesmo uma lata por dia já era suficiente para elevar significativamente esse risco.

Tanto as versões tradicionais quanto as chamadas diet foram ligadas ao aumento de gordura hepática e ao avanço da MASLD, um tipo de esteatose relacionada ao metabolismo. No caso das bebidas adoçadas artificialmente, os cientistas também identificaram uma relação com maior mortalidade ligada ao fígado. Embora o estudo não prove causa direta, a força das associações e o número de participantes reforçam o alerta. Para reduzir esses riscos, os pesquisadores destacam que substituir essas bebidas por água já pode fazer diferença perceptível na saúde hepática a longo prazo.
